terça-feira, 15 de março de 2011
A QUESTÃO DOS CEMITÉRIOS HORIZONTAIS É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA E AMBIENTAL.
Diante das diversas denúncias e comentários sobre a situação lamentável que se encontra o cemitério de Capelinha, faço aqui um breve análise sobre os possíveis danos causados pelos cemitérios horizontais à saúde pública e ao meio ambiente.
Ao se pensar em Questão Ambiental, nos limitamos em proteger Matas, Florestas, Animais, Ecossistemas, etc e tal. Mas existem situações que precisam também urgentemente de um olhar mais clínico e atento como é o problema dos cemitérios. Recentemente entrou em vigor uma legislação federal sobre as condições mínimas necessárias para o licenciamento e implantação dos cemitérios no Brasil, Resolução 335, de 3 de Abril de 2003 do CONAMA.
Uma peculiaridade dos cemitérios em relação a outras atividades urbanas impactantes é que o sepultamento tem conotações culturais e religiosas diversas que devem ser respeitadas, mas nada que impeça o poder público de tomar medidas corretivas e preventivas para sanar os problemas que são graves.
O Cemitério de Capelinha é um exemplo claro do descaso e falta de planejamento. Localizado numa região onde o relevo e altura são desprivilegiados, e com infra-estrutura precária, pode trazer grandes riscos a saúde ambiental da cidade e saúde da população.
No geral, os impactos ambientais são maiores em cemitérios públicos, pois são implantados e operados de fora negligentes. Os impactos gerados são de ordem biológica, química entre outros.
Os impactos biológicos podem aumentar o risco de contaminação de lençóis freáticos, do solo, das plantas ao entorno do local. Vírus e bactérias provenientes de doenças que acometem as pessoas, podem sim causar doenças graves a população. O vírus, por exemplo, fora de um hospedeiro não sobrevive. Ele cristaliza-se e pode ser levado pela água da chuva a locais de grande acesso como, hortas, rios, cisternas, etc. No menor contato com um novo hospedeiro, volta a causar problemas as pessoas. Sem falar no aumento de coliformes fecais e gerais e outros microorganismos no solo e água.
Os impactos químicos também são freqüentes, pois, assim que começa a decomposição do cadáver, gases como o gás sulfídrico, os mercaptanos metano, dióxido de carbono, amoníaco e a fosfina são liberados. Os dois primeiros responsáveis pelos maus odores, todos eles prejudiciais a saúde. Também existe o produto de coliquação que, é um líquido viscoso, contendo subprodutos químicos liberados durante a decomposição do corpo. Podem ser levados pela água.
O necrochorume, resultado da decomposição de um corpo, podem estar presentes diversos agente patogênicos, como vírus e bactérias, causadores de doenças como; febre tifóide, paratifóide, hepatite infecciosas e outras.
Interessante lembrar que as comunidades do entorno dos cemitérios, e que não possuem sistema de abastecimento por água encanada, estejam atentas para a qualidade da água que venham a ser captada próximos a cemitérios.
Como está claro, os cemitérios precisam de uma atenção maior dos governantes.
A implantação de uma adequada política de biossegurança por parte dos administradores dos cemitérios, contemplando procedimentos que propicie maior controle sanitário nos sepultamentos, deverá reduzir ao mínimo o impacto potencial ao ambiente. Sem falar da questão da dignidade do local. Além de a pessoa estar fragilizada com a perda de uma pessoa amada, muitos sentem-se humilhados em ter que enterrar-los num local tão sujo e asqueroso como o cemitério de Capelinha.
As Riquezas Naturais de Capelinha
Por César Sampaio
Na medida em que a população vai crescendo, automaticamente o consumo também cresce, e junto deles, grandes conseqüências ao ambiente. Ainda não existe culturalmente falando, uma preocupação dos brasileiros com os recursos naturais. E essa atitude está causando problemas irremediáveis aos ecossistemas locais, tanto terrestres quanto aquáticos. E quando falo locais, falo de Capelinha.
Capelinha está localizada numa área que é contemplada por dois dos principais tipos de biomas do Brasil. Aqui, temos regiões com fragmentos tipicamente de Mata Atlântica e áreas com características bem acentuadas de Cerrado. Nessas áreas, por mais que não parece, são visualizados ainda hoje, animais típicos desses ecossistemas, como os de Mata Atlântica; quatis, sagüis, capivaras, bugios (um espécie de macaco de médio porte), pacas, jaguatiricas e até mesmo a quem diga que já viu onças pintadas na região da Serra da Noruega e adjacências, já com fauna do cerrado, lobos-guarás, cervos, raposinhas, etc. Essas visualizações poderiam ser feitas com maior freqüência, se não fosse à rapidez que os habitats desses espécimes estão desaparecendo. Fato esse, futuro de um processo de expansão de culturas e áreas para criação de animais sem manejo adequados, sem um acompanhamento eficiente. Indiscriminadamente são feitas diariamente várias agressões e poucas medidas de proteção e correção são tomadas. É de extrema necessidade que seja feito um plano de ação voltado exclusivamente para a questão ambiental de nossa cidade.
Muito se faz na dimensão de proporcionar a regalias e facilidades para os produtores, e quase nada é feito para que a biodiversidade seja protegida aqui.
Não conheço nenhum tipo de estudo feito para se saber, por exemplo, ao menos quais são as espécies da nossa fauna e flora. Nessa corrida pela grande produção, muitas espécies nem mesmo serão conhecidas por nós, pois com certeza, corremos grandes riscos de perder espécies endêmicas dessa região, se isso não já aconteceu.
Medidas como criação de reservas legais, Unidade de Conservação, proteção efetivas de APP´s ajudariam a preservar e melhor muito os níveis de repovoamento de várias populações afetadas. Mas até agora pouco ou quase nada é feito por aqui.
É importante lembrarmos que, todos somos participantes de um evento essencial na natureza, a Cadeia Alimentar, onde o conceito básico é de que, um espécie necessita de outra para sua sobrevivência, principalmente no que diz respeito a alimentação. Se em alguma das etapas acontece a interrupção da cadeia, pode ter certeza, seremos acertados em cheio.
Devemos sim nos preocupar.
Segundo Charles Darwin não são as espécies mais fortes que sobrevivem, nem as mais inteligentes, mas aquelas que são mais rápidas em responder as mudanças. E nós nos enquadramos nesse conceito.
Nós precisamos nos adaptar ao ambiente, e não o ambiente a nós.
E é nessa discussão que somos impetrados a proporcionar mudanças radicais na nossa forma de lidar com o meio ambiente.
Vamos nas próximas publicações compartilhar várias outros assuntos e medidas para melhorar nossa relação com o Meio Ambiente. Abraços.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
VIVO NA PIOR DAS GERAÇÕES...
POR: CÉSAR SAMPAIO
“É na esperança que fomos salvos”. São Paulo.
É triste admitir que esta geração esteja perdendo certos valores que jogam ainda mais minha esperança em um lugar desconhecido. Digo desconhecido porque a esperança não é algo para se perder, porque senão deixa de ser esperança. Dependendo das situações, ela fica camuflada muito bem em nossa vida, ao ponto de acreditamos que as coisas nunca mudarão. Esperança vem de ESPERAR...
O agravante das relações vivenciadas por essa geração se dá pelo fato de ninguém ESPERAR mais nada.
Tudo está pronto, mastigado para todos.
A vida está como a lei que vigora nos programas da TV, “nada se cria tudo se copia” enquanto deveria ser com na lei da natureza, em que “nada se perde nada se cria, mas tudo se transforma”.
Esta geração se copia a imagem e semelhança das coisas fúteis e do modismo desenfreado. Modismo no sentido torpe da palavra mesmo. Nas duas últimas décadas foi maximizada a idéia que era moda, ser mãe solteira, deixar de assistir jornal, ver BBB, ficar com 10, 15, até mais pessoas por noite, agora usar calças coloridas fazendo coraçãozinho, enquanto o essencial se perdia.
Geração do egoísmo, da falta de conteúdo, da intolerância e da total falta de respeito para com o próximo. O que se vê nessa geração são pessoas acomodadas, não lutam, não procuram conhecimento, não fazem nada além de olhar para o próprio umbigo. Ninguém mais se importa com o meio ambiente, ninguém mais dá valor à vida.
Os valores ficaram de lado. O futuro nas mãos de quem não conhecemos.
E mesmo assim, sabendo que este turbilhão de propostas acertou em cheio cada um, a pergunta ainda feita. De onde vem tanto desencantamento com a vida, a tristeza, medo, ignorância, insensatez, frieza, desamor, iniqüidade, etc e tal?
Acho que não preciso falar né!
Modelos errados formaram essas personalidades fracas.
E a esperança?
A resposta vem da Encíclica de Bento XVI. Spe Salvi
“A redenção nos é oferecida no sentido que nos foi dada a esperança, uma esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o nosso tempo presente” Bento XVI
(Redenção 1. Ato ou efeito de redimir. 2. Salvação. 3. Resgate. 4. Libertação. 5. Auxílio.)
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
MOVIMENTO MUDA CAPELINHA

Carta de Apresentação
Criado a partir da indignação perante a realidade política do município de Capelinha-MG. Com o advento da democracia brasileira instaurada com a criação da Constituição Federal de 1988, a "Carta Cidadã", entendemos que a democracia no país vem avançando a cada dia no nosso país e entendemos por importante que nossa cidade acompanhe tais avanços.
O que se vê na realidade é o contrário. Percebemos aqui que nossos representantes fazem da política um "joguinho de interesses pessoais". Quando se elegem, se sentem autoridades acima do povo, quando na verdade são os maiores EMPREGADOS deste, pois são pagos com o NOSSO dinheiro e administram NOSSO dinheiro e a nós devem toda e qualquer satisfação.
Somos cidadãos que amam essa cidade e estamos dispostos a lutar pelo bem-estar das pessoas que aqui moram e outras que querem retornar. O que queremos não é muito! Só queremos que as obrigações do Poder Legislativo e Executivo sejam devidamente cumpridas.
Portanto, exigiremos transparência; requisito fundamental para democracia. Queremos prestação de contas, queremos orçamento participativo, enfim, queremos que a prefeitura tenha um site informativo, mal sabemos o que acontece dentro daquela casa.
Queremos esclarecer que não somos pessoas "subversivas", queremos apenas exercer nossa cidadania de forma ativa. Deixamos claro que não confiamos na democracia representativa e sim na democracia participativa, ou seja, aquela no qual o povo fiscaliza, cobra, participa das reuniões de câmara, denuncia, critica, etc.
Pedimos aos nossos representantes que tenham maturidade em aceitar nossas críticas, assim como serão elogiados sempre que cumprirem suas obrigações perante ao povo. Mas criticaremos muito mais que elogiaremos, pois entendemos que as coisas só avançam através das contradições e que elogios acomodam. E outra, saibam que todo trabalho realizado perante ao município não significam nada mais que simples obrigação, afinal, foi para isso que foram eleitos.
O Movimento Muda Capelinha também visa combater toda e qualquer prática clientelística tão arraigada na nossa história e que impede o avanço da democracia.
Enfim, o que queremos é colaborar para construção da nossa tão sonhada Bela Capelinha. Uma cidade onde exista oportunidades para que as pessoas trabalhem, cultivem seus talentos por meio do avanço da cultura, onde haja saúde satisfatória, educação de qualidade e outros avanços.
Este é um blog criado para todos os cidadãos que desejam participar. Será construido com as colaborações de todos que desejarem fazer parte desse movimento. E este é o seu real propósito. Esta ferramenta visa aperfeiçoar nossos debates, análises e ideias frente à construção de nossa cidade. Vereadores, secretários, prefeito e outros fiquem a vontade para participarem com esclarecimentos. Através deste meio, analisaremos os trabalhos de cada um deles e nos decidiremos sobre a melhor representação nas próximas eleições.
Rearfirmamos mais uma vez nosso caráter apartidário, sendo que o que nos move é apenas o amor que temos por essa terra e por entender que todo e qualquer avanço está estreitamente ligado com o bom desempenho da nossa política.
Rearfirmamos mais uma vez nosso caráter apartidário, sendo que o que nos move é apenas o amor que temos por essa terra e por entender que todo e qualquer avanço está estreitamente ligado com o bom desempenho da nossa política.
Sejam todos bem-vindos!
Ajudem a divulgar o blog.
"Bela Capelinha,
terra minha..."
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