Por César Sampaio
Na medida em que a população vai crescendo, automaticamente o consumo também cresce, e junto deles, grandes conseqüências ao ambiente. Ainda não existe culturalmente falando, uma preocupação dos brasileiros com os recursos naturais. E essa atitude está causando problemas irremediáveis aos ecossistemas locais, tanto terrestres quanto aquáticos. E quando falo locais, falo de Capelinha.
Capelinha está localizada numa área que é contemplada por dois dos principais tipos de biomas do Brasil. Aqui, temos regiões com fragmentos tipicamente de Mata Atlântica e áreas com características bem acentuadas de Cerrado. Nessas áreas, por mais que não parece, são visualizados ainda hoje, animais típicos desses ecossistemas, como os de Mata Atlântica; quatis, sagüis, capivaras, bugios (um espécie de macaco de médio porte), pacas, jaguatiricas e até mesmo a quem diga que já viu onças pintadas na região da Serra da Noruega e adjacências, já com fauna do cerrado, lobos-guarás, cervos, raposinhas, etc. Essas visualizações poderiam ser feitas com maior freqüência, se não fosse à rapidez que os habitats desses espécimes estão desaparecendo. Fato esse, futuro de um processo de expansão de culturas e áreas para criação de animais sem manejo adequados, sem um acompanhamento eficiente. Indiscriminadamente são feitas diariamente várias agressões e poucas medidas de proteção e correção são tomadas. É de extrema necessidade que seja feito um plano de ação voltado exclusivamente para a questão ambiental de nossa cidade.
Muito se faz na dimensão de proporcionar a regalias e facilidades para os produtores, e quase nada é feito para que a biodiversidade seja protegida aqui.
Não conheço nenhum tipo de estudo feito para se saber, por exemplo, ao menos quais são as espécies da nossa fauna e flora. Nessa corrida pela grande produção, muitas espécies nem mesmo serão conhecidas por nós, pois com certeza, corremos grandes riscos de perder espécies endêmicas dessa região, se isso não já aconteceu.
Medidas como criação de reservas legais, Unidade de Conservação, proteção efetivas de APP´s ajudariam a preservar e melhor muito os níveis de repovoamento de várias populações afetadas. Mas até agora pouco ou quase nada é feito por aqui.
É importante lembrarmos que, todos somos participantes de um evento essencial na natureza, a Cadeia Alimentar, onde o conceito básico é de que, um espécie necessita de outra para sua sobrevivência, principalmente no que diz respeito a alimentação. Se em alguma das etapas acontece a interrupção da cadeia, pode ter certeza, seremos acertados em cheio.
Devemos sim nos preocupar.
Segundo Charles Darwin não são as espécies mais fortes que sobrevivem, nem as mais inteligentes, mas aquelas que são mais rápidas em responder as mudanças. E nós nos enquadramos nesse conceito.
Nós precisamos nos adaptar ao ambiente, e não o ambiente a nós.
E é nessa discussão que somos impetrados a proporcionar mudanças radicais na nossa forma de lidar com o meio ambiente.
Vamos nas próximas publicações compartilhar várias outros assuntos e medidas para melhorar nossa relação com o Meio Ambiente. Abraços.




Gente que chik!!
ResponderExcluirAmei!!
Ainda não conhecia!!
Parabéns!!
Gosto muito desse "olhar sensível" pelo espetáculo da vida que a natureza nos exibe... Parabéns pelas fotos... E continue com esse olhar de quem sabe ver a vida...
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